Como o Oculara trata os dados pessoais que as óticas guardam no sistema.
O Oculara é um sistema de gestão vendido a óticas. Quem decide coletar os dados de um cliente, para que usar e por quanto tempo guardar é a ótica — ela é a controladora dessas informações.
O Oculara opera a infraestrutura que armazena e processa esses dados a pedido da ótica. Esta política descreve o que o sistema faz tecnicamente; o que cada ótica faz com o sistema é responsabilidade dela e está na política dela.
Os campos abaixo existem no cadastro. Nenhum é obrigatório além do nome — a ótica preenche o que precisa para atender.
O consentimento é registrado por contato, não por pessoa: cada telefone e cada e-mail carrega separadamente a autorização para WhatsApp, ligação e marketing, junto com a data em que foi concedida.
O banco de dados recusa gravar um consentimento sem data. É uma restrição do próprio schema, não uma checagem de tela — consentimento sem data não demonstra nada.
Cada ótica só enxerga os próprios dados. O isolamento é feito no banco, por Row Level Security: uma consulta que tentasse ler o cliente de outra ótica não recebe uma lista vazia por filtro de aplicação — ela não tem acesso à linha.
Dentro da ótica, o acesso depende do papel. São sete: Proprietário, Administrador, Gerente de unidade, Vendedor, Produção, Financeiro e Somente leitura. Um vendedor vê a ficha do cliente e a receita; não vê a assinatura nem altera permissões.
Abrir uma receita é registrado na trilha de auditoria, com quem abriu e quando, porque é acesso a dado de saúde.
Os dados são armazenados em banco PostgreSQL gerenciado pela Supabase, com tráfego cifrado em trânsito e criptografia em repouso fornecida pelo provedor.
Fotos de clientes ficam em armazenamento privado: o acesso exige uma URL assinada, gerada por requisição e com validade curta. O caminho do arquivo é o que fica no banco — nunca um link permanente.
Algumas funções usam modelos de linguagem da Anthropic: sugestão de resposta no WhatsApp, revisão de mensagem, leitura de receita por foto, busca por frase e resumos do painel.
O que é enviado ao modelo é apenas o necessário para a tarefa — a mensagem que a ótica quer responder, a foto da receita que ela quer transcrever. As instruções do assistente proíbem inventar preço, prazo, horário ou endereço, e proíbem falar sobre grau e saúde do cliente.
Toda chamada fica registrada com data, serviço, modelo e quantidade de tokens, para a ótica saber o que foi processado. O conteúdo enviado não é guardado nesse registro.
A IA sugere; nunca envia mensagem sozinha, nunca conclui uma venda e nunca apaga nada.
Quando a ótica atende a um pedido de exclusão, o sistema anonimiza a ficha: os dados pessoais são apagados de forma irreversível e a foto é removida do armazenamento.
A linha do cadastro continua existindo, sem a pessoa. É o que mantém de pé a nota fiscal e o registro contábil que apontam para ela — a venda não pode ficar órfã, e a guarda fiscal tem prazo próprio.
Não há como desfazer a anonimização. Guardar uma cópia para poder reverter seria não ter anonimizado.
Quem está cadastrado numa ótica pode pedir acesso aos dados, uma cópia em arquivo, correção, exclusão ou a revogação do consentimento para mensagens.
O pedido deve ser feito diretamente à ótica onde a pessoa é cliente — é ela quem tem os dados e quem decide sobre eles. O sistema oferece à ótica a tela para registrar o pedido, o relógio do prazo, o arquivo com todos os dados do titular e a anonimização.
O arquivo de dados sai em JSON, com o cadastro completo, os consentimentos de cada contato, as receitas, as ordens de serviço, as compras e os pagamentos.
Operações sensíveis ficam registradas com autor, data e o que mudou: cancelar venda, alterar preço, fechar caixa, abrir uma receita, exportar os dados de um titular e anonimizar uma ficha.
A trilha registra o que foi feito, nunca o conteúdo apagado. Copiar nome e CPF para o registro de auditoria manteria vivo, numa tabela ao lado, exatamente o dado que a pessoa mandou apagar.
Esta página é versionada junto com o código do sistema. A data no rodapé é a da última alteração.